Unidade Curricular:Código:
Projecto de Intervenção Urbanística II270PIU2
Ano:Nível:Curso:Créditos:
4Ciclo IntegradoArquitectura e Urbanismo11 ects
Período Lectivo:Língua de Instrução:Nº Horas:
Segundo SemestrePortuguês/Inglês143
Objectivos de Aprendizagem:
A disciplina visa preparar o aluno para diagnosticar os principais problemas de carácter urbanístico relativos a uma área urbana de média dimensão, morfologicamente não consolidada ou heterogénea, concluindo sobre a interdependência entre as dinâmicas urbanas, a morfologia urbana e a tipologia arquitetónica/funcional. Em consequência, o aluno deverá ser capaz de propor um Projeto de reestruturação urbana concordante com o diagnóstico produzido, explorando vários domínios temáticos e procurando integrar no seu processo os diversos estímulos e condicionantes que caracterizam o contexto urbano, aproveitando-os como recursos do projeto No processo, o aluno tornar-se-á capaz de dominar as diferentes fases/escalas do projeto, a estrutura formal e funcional da proposta e a interação entre esta e as disposições de planeamento aplicáveis, devendo ainda ser capaz de fundamentar teoricamente as suas opções e comunicar claramente estes resultados por via oral, escrita e gráfica.
Conteúdos Programáticos:
1. ANÁLISE DO ESPAÇO PÚBLICO E DOS ELEMENTOS DE CARACTERIZAÇÃO ESPACIAL À ESCALA URBANA
1.1. Tecido(s) e espaço(s) urbano(s)
1.2. Modos/instrumentos e elementos de caracterização urbana
2. REESTRUTURAÇÃO E FORMAS URBANAS
2.1. Inserção Urbanística
2.2. Morfologia Urbana
2.3. Tipologia de espaços públicos urbanos
2.4. Articulação forma/função
3. CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO URBANO
3.1. Materialização e usos
3.2. O desenho e a regulação
3.3. Conforto e equipamento urbano
Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objectivos da Unidade Curricular:
O capítulo 1 familiariza o aluno com os principais aspetos que informam uma análise urbanística à escala de um setor de cidade, a partir do reconhecimento da articulação entre tecidos e espaços urbanos (modos/instrumentos/elementos), orientando-o na sistematização dos conhecimentos que lhe permitem diagnosticar o espaço de intervenção.
O capítulo 2 sustenta as questões fundamentais de «forma urbana» e a sua aplicação na área de projeto, centrando-se no controlo articulado dos aspetos geofísicos e morfológicos, em particular dos que têm maior expressão no desenho do espaço público.
O capítulo 3 aborda a materialização da proposta focando a conciliação «criativa» entre um conjunto de aspetos diversos: construtivos, regulamentares e de conforto/equipamento.
Os apartados 2 e 3 suportam a proposta de reestruturação da área de intervenção clarificando o aluno quanto aos temas «obrigatórios» que a solução deverá incorporar e a outros que sejam específicos das suas opções de projeto.
Metodologias de Ensino (Avaliação Incluída):
A metodologia desta UC assenta, essencialmente, no acompanhamento tutorial do aluno, apoiado e complementado por sessões de exposição teórica e discussão coletiva intra-turma. Em paralelo com o desenvolvimento do projeto são propostos 3 exercícios de curta duração: um de índole prática, que alimenta diretamente o processo de projeto, e dois de carácter teórico, que forçam a reflexão crítica sobre o trabalho em curso.
O método de avaliação divide-se em duas componentes: a componente prática-laboratorial que integra duas apresentações do projeto, um exercício de definição espacial ao nível construtivo e a avaliação do desempenho do aluno ao longo do semestre; e a componente teórica que contém dois exercícios – a análise crítica de um espaço público relacionado com o âmbito do projeto e a produção de um portefólio individual.
A nota apurada resulta da classificação atribuída a estes vários momentos de avaliação que serão contabilizados em percentagens distintas.
Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objectivos de Aprendizagem da Unidade Curricular:
O acompanhamento tutorial em que assenta de modo essencial a transmissão de conhecimentos nesta UC permite uma reação individualizada perante as dificuldades e lacunas de compreensão de cada aluno, mas também perante as potencialidades de cada um. É, portanto, um método de ensino mais justo na desigualdade que supõe e que mais facilmente se coaduna com orientações adequadas, quer aos diferentes estudantes e aos seus processos/progressos individuais, quer às diferentes soluções de projeto. O desenvolvimento deste processo em sala de aula possibilita e favorece a discussão entre grupos de alunos e intra-turma como processo paralelo de aprendizagem, a qual é transformada em «debate (informal) conduzido» sempre que pertinente. As sessões teóricas pretendem informar a turma sobre aspetos de carácter mais abstrato/geral, quer relacionados com os processos de análise e proposta, quer de representação, quer de abordagem às especificidades da área de estudo, de modo a estabelecer uma base coletiva comum para o percurso individual acompanhado supra referido. Garante-se, assim, ao aluno uma orientação personalizada e adequada à sua evolução, que segue as ideias de cada um, procurando suprir as suas lacunas e explorar as suas potencialidades, favorecendo o trabalho/estudo que prossegue para além das horas de contacto e que, no final, contribui para as otimizar. Em simultâneo, a necessidade de recurso a fundamentação adequada no confronto com os resultados de projeto que se vão obtendo estimula a responsabilização pelas opções tomadas e suporta a gradual autonomização do estudante. No arranque do semestre, um exercício individual de carácter teórico, com a duração de 3 semanas, alicerça o tema central do projeto a desenvolver ao longo do semestre – espaço púbico – e lança os primeiros pensamentos sobre a sua formalização através da análise critica e interpretativa de um conjunto de espaços públicos da cidade do Porto. No final, este exercício permite reunir um conjunto de informação-base que sustenta a partida para os percursos individuais de aprofundamento dessa análise e de projeto. Próximo do fecho do semestre, a elaboração de um exercício de carácter prático centra-se na construção de um dos espaços públicos propostos pelo aluno, explorando o detalhe construtivo na relação com a forma/função numa espécie de ensaio para a pormenorização final. O último exercício de caracter teórico – o portefólio –, a apresentar na última aula do semestre letivo, tem o intuito de confrontar o aluno com o seu processo de desenvolvimento individual, contribuindo para a consciencialização do percurso e concretizando um ato de autoavaliação que é a base de toda a evolução.
Bibliografia:
[1] Bacon, E. (1995). Design of Cities. Nova York. Penguin Books (Ed. Orig. 1969).
[2] Carmona, M.; Tiesdell, S. (eds) (2007). Urban Design Reader. Elsevier.
[3] Cullen, G. (1996). Paisagem Urbana. Lisboa. Edições 70 (Ed. Orig. 1971).
[4] Fernandes, F.; Cannatá, M. (2003). Formas Urbanas/Urban Shapes. Porto. Edições ASA.
[5] Manguin, D.; Panerai, P. (1999). Projet Urbain. Marselha. Éditions Parenthèses.
[6] Moughtin, C.; Mertens. M. (2006). Urban Design – Street and Square. Oxford. Architectural Press.
[7] Brandão, P. et al. (2002). O chão da cidade – guia de avaliação do design de espaço público. Lisboa. Centro Português de Design.
[8] Recomendaciones para el proyecto y diseño del viario urbano (2000). Espanha. Ministerio de Fomento.
Docente (* Responsável):
Sara Sucena (ssg@ufp.edu.pt)