Unidade Curricular:Código:
Psicolinguística e Desenvolvimento de Linguagem1023PDLG
Ano:Nível:Curso:Créditos:
1LicenciaturaTerapêutica da Fala8 ects
Período Lectivo:Língua de Instrução:Nº Horas:
Segundo SemestrePortuguês/Inglês104
Objectivos de Aprendizagem:
OA1. Demonstrar familiaridade com conceitos, perspetivas teóricas e evidências empíricas na área da psicolinguística
OA2. Descrever e explicar os processos cognitivos envolvidos na produção e compreensão da linguagem falada e escrita
OA3. Descrever e explicar o desenvolvimento da linguagem e respetivos fundamentos biológicos, cognitivos e sociais
OA4. Descrever e explicar a aprendizagem da linguagem escrita e respetivos requisitos cognitivos
OA5. Compreender os processos psicológicos envolvidos no uso e na aquisição da linguagem e integrar e aplicar esse conhecimento no estudo e na avaliação das perturbações de linguagem
OA6. Desenvolver competências de comunicação oral e escrita
OA7. Desenvolver uma atitude crítica e autocrítica e adoptar valores éticos e deontológicos
Conteúdos Programáticos:
CP1. Psicolinguística e Processamento da Linguagem
1.1 Psicologia da Linguagem
1.2 Perceção e Reconhecimento de Palavras Faladas
1.3 Compreensão
1.4 Produção de Fala
1.5 Leitura e Escrita
CP2. Aquisição da Linguagem Falada
2.1 Teorias de Aquisição da Linguagem
2.2 Precursores da Linguagem
2.3 Períodos do Desenvolvimento da Linguagem
CP3. Aprendizagem da Linguagem Escrita
3.1 Sistemas de Escrita
3.2 Condições Cognitivas para a Aprendizagem da Leitura e da Escrita
3.3 Literacia Emergente
3.4 Modelos de Aprendizagem da Leitura e da Escrita
Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objectivos da Unidade Curricular:
O programa da UC foi elaborado tendo por referência o aprofundamento de conhecimentos e de competências necessários ao exercício profissional da terapia da fala, no domínio da aquisição e processamento da linguagem. Concretamente, e assente numa organização em 3 unidades letivas (CP), compreende conteúdos programáticos que, definidos 7 objetivos de aprendizagem (OA) estabelecidos, privilegiam o desenvolvimento e aprofundamento de competências nas seguintes áreas: processos cognitivos envolvidos na compreensão e produção de fala e na leitura e escrita; bases biológicas, cognitivas e sociais para a aquisição da linguagem; trabalho reflexivo, colaborativo, investigativo e ético. Observa-se, deste modo, uma total coerência e correspondência entre os conteúdos programáticos e os OA, designadamente:
CP1 – OA1, OA2, OA5 e OA7;
CP2 – OA1, OA3, OA5, OA6 e OA7;
CP3 – OA1, OA4, OA5, OA6 e OA7.
Metodologias de Ensino (Avaliação Incluída):
No decurso das horas de contacto (distribuídas em aulas teóricas e teórico-práticas) são privilegiadas as metodologias de ensino expositiva, participativa e ativa. As horas de não-contacto são dedicadas ao trabalho autónomo do aluno.
O regime de avaliação da UC pode ser contínuo ou por exame final (épocas de fim de semestre, recurso e especial). Na avaliação contínua, e garantida a percentagem mínima de assiduidade definida nas Normas Regulamentares, são considerados os seguintes elementos: participação ativa nas horas de contacto (10%), prova escrita (50%), trabalho de grupo (20%) e trabalho individual (20%). O aluno que não obtenha aprovação na avaliação contínua poderá realizar o exame escrito final (100%). Para a creditação dos ECTS, o aluno deverá demonstrar a aquisição dos objetivos e competências definidos, obtendo uma classificação final igual ou superior a 9,5 valores.
Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objectivos de Aprendizagem da Unidade Curricular:
As metodologias de ensino adotadas encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (AO) definidos para a UC, visando permitir ao aluno ser informado sobre factos e procedimentos no domínio da aquisição e uso da linguagem, compreender conceitos e modelos teóricos explicativos do processamento cognitivo, bem como aplicar e construir conhecimentos nesta área de atuação (habilidades reprodutiva e produtiva, respetivamente). Neste quadro, valoriza-se a articulação de metodologias de caráter expositivo, onde se fará a apresentação e o desenvolvimento dos conteúdos programáticos, com metodologias de teor mais prático, nas quais se promoverão discussões críticas sobre os mesmos e realização de atividades de observação e de análise de produções linguísticas, faladas e escritas, em diferentes momentos do desenvolvimento. Pretende-se com esta articulação favorecer uma aprendizagem ativa que permita o aprofundamento dos tópicos em estudo bem como a integração da teoria com a prática, fornecendo grelhas de análise das perturbações de linguagem a partir do desenvolvimento e do processamento ‘normal’. Concretamente, a metodologia expositiva, através da apresentação e sistematização das matérias, permitirá o desenvolvimento e o aprofundamento conceptual e teórico; já as metodologias participativa, através da observação e análise crítica de estudos de caso e da realização de debates temáticos com discussão guiada, e ativa, através da condução, sob orientação, de trabalhos individuais e em pequeno grupos, permitirão o desenvolvimento de competências de avaliação das habilidades linguísticas de crianças e adultos. As horas de não-contacto serão dedicadas ao trabalho autónomo do aluno, onde se pretende ver assegurada a leitura da bibliografia recomendada e a realização das atividades (individuais e em grupo) propostas, de modo a lhe permitir aprofundar, consolidar e aplicar os seus conhecimentos e a desenvolver aptidões e competências neste domínio. A combinação entre estas diferentes metodologias permitirá ao aluno atingir os OA propostos para a UC, objetivos estes que, na sua maioria, articulam conhecimentos, capacidades e competências. Esta coerência entre os OA e as metodologias de ensino (e de avaliação) adotadas concretiza-se do seguinte modo: OA1, OA2, OA3 e OA4 – Métodos expositivo, participativo e ativo (prova escrita, trabalho individual, trabalho de grupo e participação ativa nas horas de contacto); OA5, OA6 e OA7 – Métodos participativo e ativo (trabalho individual, trabalho de grupo e participação ativa nas horas de contacto).
Bibliografia:
Blakemore, S. J. & Frith, U. (2009). O cérebro que aprende: Lições para a Educação. Lisboa: Gradiva.
Castro, S. L. & Gomes, I. (2000). Dificuldades de aprendizagem da língua materna. Lisboa: Universidade Aberta.
Gaskell, M. G. (Ed.) (2007). The Oxford handbook of psycholinguistics. Oxford: Oxford University Press.
Goswami, U. (2008). Cognitive development. The learning brain. Hove: Psychology Press.
Harley, T. A. (2008). The psychology of language. From data to theory (3ª ed.). Hove: Psychology Press.
Morais, J. (1997). A arte de ler: Psicologia cognitiva da leitura. Lisboa: Edições Cosmos.
Peixoto, V. (2007). Perturbações da comunicação. Importância da deteção precoce. Porto: Edições UFP.
Pinker, S. (2007). The language instinct. How the mind creates language (ed. rep.). New York: Harper Perennial Modern Classics.
Sim-Sim, I. (1998). Desenvolvimento da linguagem. Lisboa: Universidade Aberta.
Docente (* Responsável):
Joaquim Ramalho (ramalho@ufp.edu.pt)
Vânia Peixoto (vpeixoto@ufp.edu.pt)