Unidade Curricular:Código:
Modelos e Técnicas de Psicoterapia991MTPS
Ano:Nível:Curso:Créditos:
1MestradoPsicologia Clínica e da Saúde6 ects
Período Lectivo:Língua de Instrução:Nº Horas:
Segundo SemestrePortuguês/Inglês78
Objectivos de Aprendizagem:
OA1 - Esta unidade curricular pretende que o aluno adquira e aprofunde conhecimentos sobre modelos e técnicas de psicoterapia; OA2 - desenvolva a capacidade para integrar conhecimentos neste domínio para proceder a uma reflexão crítica sobre os elementos fundamentais inerentes ao espaço terapêutico e à relação terapêutica. OA3 - O aluno deverá ser capaz de selecionar e aplicar métodos e técnicas apropriadas a diferentes situações clínicas e desenvolver competências de avaliação da adequabilidade das intervenções psicológicas.
Conteúdos Programáticos:
Definição e investigação em psicoterapia
1. Definição de psicoterapia: o estatuto científico
2. Caracterização dos quadros teóricos: objetos; objetivos e contextos
3. Os fatores comuns às várias terapias: fatores do terapeuta; dos pacientes e da relação terapêutica
4. A eficácia da psicoterapia: investigação dos resultados e do processo
5. A psicoterapia integrada: fundamentos e limites
O processo terapêutico
1.Iniciação: aliança terapêutica; avaliação; diagnóstico e formulação de caso e feedback: contrato terapêutico
2. Intervenção psicoterapêutica
2.1. As diferentes abordagens terapêuticas individuais e de grupo: comportamental, cognitiva, existencial, sistémica e psicodinâmica.
2.2. Seleção de tratamentos empiricamente validados
2.2.1 Intervenções específicas com crianças e adolescentes:
2.2.2 Intervenções específicas com adultos
3. Finalização: Indicadores de alta, prevenção da recaída e Follow-up
Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objectivos da Unidade Curricular:
O programa da UC foi elaborado tendo por referência o aprofundamento de conhecimentos e de competências necessários ao exercício profissional da psicologia, no contexto clínico e da saúde. Concretamente, e assente numa organização em duas unidades letivas (CP), compreendem conteúdos programáticos que, definidos a partir dos objetivos de aprendizagem (OA) previamente estabelecidos, privilegiam o desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e competências nas seguintes áreas: definição, investigação em psicoterapia e o processo de intervenção terapêutico. Observa-se, deste modo, uma total coerência e correspondência entre os conteúdos programáticos e os OA, designadamente :CP1 – OA1 e OA2; CP2 – OA3
Metodologias de Ensino (Avaliação Incluída):
No decurso das horas de contacto (distribuídas em aulas teórico-práticas, orientação tutorial e outros) são privilegiadas as metodologias de ensino expositivo, demonstrativa, participativa e ativa. As horas de não-contacto são dedicadas ao trabalho autónomo do aluno.
O regime de avaliação da UC pode ser contínuo ou por exame final (épocas de fim de semestre, recurso e especial). Na avaliação contínua, é garantida a percentagem mínima de assiduidade definida nas Normas Regulamentares, e são considerados os seguintes elementos: execução um trabalho teórico-prático (estudo de um caso clínico), sustentado na observação de consultas na clínica pedagógica de psicologia ao longo de todo o semestre, na apresentação e discussão oral desse trabalho, na redação de um relatório referente a esse caso, assim como na pontualidade e a assiduidade do aluno.
Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objectivos de Aprendizagem da Unidade Curricular:
As metodologias de ensino adotadas encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (AO) definidos para a UC. Valoriza-se a articulação de metodologias de caráter expositivo, onde se fará a apresentação e o desenvolvimento dos conteúdos programáticos, com metodologias de teor mais prático, nas quais se promoverão discussões críticas sobre os mesmos, análises de caso e realização de atividades de observação de casos em acompanhamento na Clínica Pedagógica de Psicologia. Pretende-se com esta articulação favorecer uma aprendizagem ativa que permita o aprofundamento dos tópicos em estudo, a integração da teoria com a prática e o aprimoramento de capacidades e de competências profissionais nesta área de atuação. Concretamente, a metodologia expositiva, através da apresentação e sistematização das matérias, permitirá o desenvolvimento e o aprofundamento conceptual e teórico; a metodologia demonstrativa, através da ilustração da seleção de tratamentos empiricamente validados, permitirá o aprimoramento de competências de intervenção; por fim, as metodologias participativa, através da análise crítica de estudos de caso, e ativa, através da condução, sob orientação, de trabalhos individuais, permitirão também o aprimoramento de competências de intervenção psicológica. As horas de não-contacto serão dedicadas ao trabalho autónomo do aluno, onde se pretende ver assegurada a leitura da bibliografia recomendada e a realização das atividades (individuais) propostas, de modo a lhe permitir aprofundar, consolidar e aplicar os seus conhecimentos e a desenvolver aptidões e competências neste domínio. A combinação entre estas diferentes metodologias permitirá ao aluno atingir os OA propostos para a UC, objetivos estes que, na sua maioria, articulam conhecimentos, capacidades e competências. Esta coerência entre os OA e as metodologias de ensino (e de avaliação) adotadas concretiza-se do seguinte modo: OA1 – Métodos expositivo, participativo e ativo (participação ativa nas horas de contacto); OA2 e OA3 – Métodos expositivo, demonstrativo, participativo e ativo (trabalho individual escrito e oral; participação ativa nas horas de contacto)
Bibliografia:
Barlow, D. (2009). Manual clinico dos transtornos psicológicos: tratamento passo a passo. Porto Alegre: Artmed.
Campbell, L.; Norcross, J. Vasquez, M. & Kaslow, N. (2013). Recognition of Psychotherapy Effectiveness: The APA Resolution. Psychotherapy, 50 (1), 98-101.
Hasselt, V & Hersen, M. (1998). Handbook of psychological treatment protocols for children and adolescents. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.
Hofman, S. & Weinberger, J. (Eds) (2007). The art and science of psychotherapy. New York: Routledge.
Hersen M. & Porzelius, L. (2002). Diagnosis, conceptualization and treatment planning for adults; a step-by-step guide. New York: Routledge.
Hersen, M & Sledge, W. (Eds.-Chief) (2002). Encyclopedia of Psychotherapy. Elsevier Science.
Leal. I. (2005). Iniciação às psicoterapias. Lisboa: Fim de Século.
Moreira, P.; Gonçalves, O. e Beutler, L. (2005). Métodos de seleção de tratamento. O melhor para cada paciente. Porto: Porto Editora.
Docente (* Responsável):
Carla Fonte (cfonte@ufp.edu.pt)