Unidade Curricular:Código:
Intervenção Psicológica em Grupos991IPG
Ano:Nível:Curso:Créditos:
1MestradoPsicologia Clínica e da Saúde6 ects
Período Lectivo:Língua de Instrução:Nº Horas:
Segundo SemestrePortuguês/Inglês78
Objectivos de Aprendizagem:
OA1. Os alunos devem saber aplicar os conhecimentos e a capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, ainda que relacionados com a Intervenção Psicológica em Grupos.
OA2. Os alunos devem demonstrar a capacidade para integrar conhecimentos, lidar com questões complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem ou condicionem essas soluções e esses juízos, no âmbito da Intervenção Psicológica em Grupos.
OA3. Os alunos devem ser capazes de comunicar as suas conclusões – e os conhecimentos e os raciocínios a elas subjacentes – quer a especialistas, quer a não especialistas, de uma forma clara e sem ambiguidades.
Conteúdos Programáticos:
CP1. Noções centrais no âmbito da intervenção psicológica em grupos.
1.1. Grupo: Definição, tipos, funções e desenvolvimento dos grupos.
1.2. Intervenção psicológica em grupo: Breve resenha histórica, relevância, tipos e modelos.
CP2. Dinâmicas de grupo.
2.1. Definição, designações, objectivos gerais e tipos.
2.2. Selecção, (regras de) aplicação, integração e feedback.
CP3. Programas de intervenção em grupo.
3.1. Aspectos essenciais na planificação e implementação com diferentes grupos.
3.2. Da planificação à avaliação da eficácia e satisfação: Exemplos.
Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objectivos da Unidade Curricular:
O programa da UC foi elaborado tendo por referência o aprofundamento de conhecimentos e de competências necessários ao exercício profissional da psicologia, no contexto clínico e da saúde. Concretamente, e assente numa organização em 3 unidades letivas (CP), compreende conteúdos programáticos que, definidos a partir dos 3 objetivos de aprendizagem (OA) previamente estabelecidos, privilegiam o desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e competências nas seguintes áreas: grupo; análise, planificação e implementação de intervenções/técnicas de intervenção em grupo; fornecimento e obtenção de feedback em grupo; avaliação da intervenção (eficácia e satisfação). Observa-se, deste modo, uma total coerência e correspondência entre os conteúdos programáticos e os OA, designadamente:
CP1 – OA1 e OA2;
CP2 – OA1, OA2 e OA3;
CP3 – OA2 e OA3.
Metodologias de Ensino (Avaliação Incluída):
No decurso das horas de contacto (distribuídas em aulas teórico-práticas, orientação tutorial e outros) são privilegiadas as metodologias de ensino expositiva, demonstrativa, participativa e ativa. As horas de não-contacto são dedicadas ao trabalho autónomo do aluno.
O regime de avaliação da UC pode ser contínuo ou por exame final (épocas de fim de semestre, recurso e especial). Na avaliação contínua, e garantida a percentagem mínima de assiduidade definida nas Normas Regulamentares, são considerados os seguintes elementos: práticas específicas (100%). O aluno que não obtenha aprovação na avaliação contínua poderá realizar o exame escrito final (100%). Para a creditação dos ECTS, o aluno deverá demonstrar a aquisição dos objetivos e competências definidos, obtendo uma classificação final igual ou superior a 9,5 valores.
Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objectivos de Aprendizagem da Unidade Curricular:
As metodologias de ensino adotadas encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (OA) definidos para a UC, visando permitir ao aluno ser informado sobre factos e procedimentos no domínio dos fenómenos grupais e da intervenção em diferentes grupos (saudáveis e doentes), compreender conceitos e modelos teóricos relevantes nesse domínio, bem como aplicar e construir conhecimentos nesta área de atuação (elaboração de materiais sobre intervenção em grupo e proposta e implementação de intervenção e reflexão integradora). Neste quadro, valoriza-se a articulação de metodologias de caráter expositivo, onde se fará a apresentação e o desenvolvimento dos conteúdos programáticos, com metodologias de teor mais prático, nas quais se promoverão discussões críticas sobre os mesmos, selecção, análise e implementação de programas/técnicas de intervenção em grupo e sua avaliação. Pretende-se com esta articulação favorecer uma aprendizagem ativa que permita o aprofundamento dos tópicos em estudo, a integração da teoria com a prática e o aprimoramento de capacidades e de competências profissionais nesta área de atuação. Concretamente, a metodologia expositiva, através da apresentação e sistematização das matérias, permitirá o desenvolvimento e o aprofundamento conceptual e teórico; a metodologia demonstrativa, através da ilustração e replicação de procedimentos de intervenção, permitirá o aprimoramento de competências de atuação; por fim, as metodologias participativa, através da análise crítica de estudos e da realização de debates temáticos com discussão guiada, e ativa, através da condução, sob orientação, de práticas específicas (incluindo role-play, intervenção e feedback), permitirão também o aprimoramento de competências de avaliação e de intervenção, bem como o aprofundamento das matérias em estudo. As horas de não-contacto serão dedicadas ao trabalho autónomo do aluno, onde se pretende ver assegurada a leitura da bibliografia recomendada e a realização das atividades (individuais e em grupo) propostas, de modo a permitir-lhe aprofundar, consolidar e aplicar os seus conhecimentos e a desenvolver aptidões e competências neste domínio. A combinação entre estas diferentes metodologias permitirá ao aluno atingir os OA propostos para a UC, objetivos estes que, na sua maioria, articulam conhecimentos, capacidades e competências. Esta coerência entre os OA e as metodologias de ensino (e de avaliação) adotadas concretiza-se do seguinte modo: OA1 – Métodos expositivo, participativo e ativo (práticas específicas); OA2 – Métodos expositivo, demonstrativo, participativo e ativo (práticas específicas); OA3 – Métodos participativo e ativo (práticas específicas).
Bibliografia:
Artigos e outros recursos digitais.
Carnell, E., MacDonald, J., & Askew, S. (2006). Coaching and mentoring in higher education. London: University.
Fava, G. A. (2017). Terapia de bem-estar: Psicoterapia breve para o bem-estar psicológico. Lisboa: Pactor.
Guerra, M. P., & Lima, L. (2005). Intervenção psicológica em grupos em contextos de saúde. Lisboa: Climepsi.
Leal. I. (2018). Psicoterapias. Lisboa: Pactor.
Linhares, V., & Meneses, R. F. (2015). Programa de intervenção cognitivo-comportamental em grupo. Porto: UFP.
Manes, S. (2011). 83 jogos psicológicos para a dinâmica de grupos. Lisboa: Paulus.
Neto, F. (2000). Psicologia social. Lisboa: UA.
Parks, A., & Seligman, M. (2007). 8-week Group Positive Psychotherapy Manual. Philadelphia:Autor.
Prette, A., & Prette, Z. (2001). Vivências para o trabalho em grupo.Petrópolis: Vozes.
Docente (* Responsável):
Rute Meneses (rmeneses@ufp.edu.pt)